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Título   Itibiriba Gênero Paranormal
 
     
   
     
     
     
 
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Livros escritos

 
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Título original: Itibiriba

Romance / Paranormal

edição

 

Copyright© 2021 por Paulo Fuentes®

Todos os direitos reservados

 

Este livro é uma obra de ficção e os personagens e os diálogos
foram criados a partir da imaginação do autor.

 

Qualquer semelhança com acontecimentos ou pessoas vivas ou mortas, fatos e atos
poderão não ser mera coincidência.

 

Autor: Paulo Fuentes

Preparo de originais: Paulo Fuentes

Revisão: Marcos Teixeira

Projeto gráfico e diagramação:

Capa: Paulo Fuentes / Marcos Teixeira

Todos os direitos reservados no Brasil:

Paulo Fuentes e El Baron Editoração Gráfica Ltda.

 Apoio Cultural

 

 

 
     
     
 
 

 

 

 

Araraquara, 26 de março de 2024.

 

- Queninho venha até aqui!

- Pois não chefe! O que manda?

- Quantas garotas temos trabalhando para nós?

- Exatamente setenta e seis!

- Destas quantas são fiéis a nós?

- Poderia dizer que são umas vinte, mais ou menos.

- Só isso?

- Acredito que sim.

- E porque as outras não são? Perguntou Waldo já sabendo da resposta.

- Quer que eu seja sincero chefe?

- Claro! Seja.

- Acho que é pela forma que as tratamos.

- Medo?

- Quer que eu responda mesmo?

- Sim!

- Digamos que medo, temor ou até mesmo pavor chefe.

- Nem sei porque. Sou tão bonzinho. Disse Waldo sorrindo.

- Digamos que elas não saibam dar valor à proteção que recebem de nós.

- Compreendo, mas me diga, temos quantas que admiram a nossa proteção e que fechariam conosco?

- Sem medo de errar temos dezesseis delas.

- Estas topariam uma nova empreitada?

- Não sei qual seria esta empreitada, mas tenho certeza de que se tiver compensação financeira topariam sim.

- Isso terão!

- Então tenho certeza que elas aceitariam seja lá o que for.

- Destas dezesseis, nem precisa me dizer o nome delas, mas elas são atraentes e novas?

- São sim! Garotas novas e cheias de vontade de se dar bem na vida.

- Ótimo! Agora preciso que faça algo por mim.

- Só pedir!

- Preciso que pegue a estrada, tanto faz a Anhanguera ou a Washington e que veja postos que tenham restaurantes e quem são os donos. Não quero de redes, mas sim os mais simples e de preferência os familiares e quanto com menos pessoas nas famílias melhor. 

- Pode deixar que irei já verificar isso.

 

Queninho saiu e Waldo ficou pensando em seu novo projeto. Era uma coisa simples e o seu plano que ele chamava de projeto era quase perfeito. Teria uma fonte de renda muito melhor que abrir uma igreja. A ideia de Waldo era simples. Ele arrumaria um restaurante com valores atrativos e com a alimentação de excelente qualidade dentro de uma área que contivesse um posto de combustível. Além disso, montaria do lado um bordel e nele as meninas de primeira linha após levarem os caminhoneiros à loucura descobririam qual era o que continha dentro dos caminhões e aí sim, veria o que fazer.

  

A partir deste momento, após as cargas serem escolhidas, elas dariam um boa noite cinderela para eles e os seus meninos se livrariam deles e os caminhões, após terem suas cargas descarregadas e transportadas para outros seriam desmontados e as peças dos mesmos sendo vendidas em outra unidade que Waldo tinha em mente para tal propósito. Com isso, se um caminhão estivesse sendo rastreado jamais conseguiriam saber onde fora que ele sofrera a emboscada e seria praticamente impossível de que se chegassem neles.

 

Waldo havia analisado e pensado em todos os detalhes e neste contexto inclusive passara por sua mente que de certa forma pudessem chegarem até eles, mas para isso ele tinha uma solução. Após o boa noite Cinderela seu pessoal veria o local a que a carga estava destinada ou como destino e após descarregadas as mesmas, seguiriam por vários quilômetros e lá, seja lá onde fosse isso, os veículos seriam desmontados, mas este era o algo mais que ele tinha que ver o que fariam e onde fariam.

 

Levantou-se da cadeira onde estava sentado, aproximou-se da janela, olhou para fora e sorriu com a sua brilhante ideia e olhando para o céu resolveu que as meninas que não fariam parte de seu projeto seriam liberadas e que cuidassem de suas vidas. Quanto as que aceitassem a proposta, obviamente sem saber que os motoristas seriam eliminados seriam regiamente recompensadas.

 

Por outro lado. Queninho ao sair da sala de Waldo sorriu feliz, pois sabia que seu chefe o faria ganhar muito dinheiro e se lembrou de quando acabou conhecendo a pessoa que era seu chefe até aquele momento.

 

Era uma sexta feira e já passava das vinte e três horas. Chovia muito e caminhava sem eira e nem beira. Uma tragédia havia se abatido sobre ele e nem tinha ideia de quanto havia caminhado debaixo de uma intensa tempestade.

 

Estava cansado e seus pés doíam, mas não queria parar apesar de nem saber para onde estava indo e caminhava por uma das diversas rodovias vicinais quando torceu o pé em um buraco no asfalto na beira da pista e acabou caindo. Parou. Olhou para o céu e a água que caia inundou seu rosto ainda jovem e naquele momento pediu para que um raio daqueles que rasgavam o céu caísse sobre ele e o matasse. Mal acabara de pedir isso um automóvel passou por ele e depois de ainda rodar por alguns metros parou e dando marcha ré voltou até onde ele estava sentado no chão alagado.

 

- Ei! Quer morrer? Disse uma voz masculina baixando o vidro.

- Quero! Respondeu.

- Eu falei sério!

- Eu também!

- Quer morrer mesmo menino?

- Quero!

- Suba aqui que acho que posso te ajudar nisso!

 

Sem pensar Queninho fez um extremo esforço e abrindo a porta se sentou no banco de couro daquele automóvel e sem dizer nada o homem que estava ao volante deu a partida novamente e saiu dali.

 

- O que houve para que queira morrer?

- Perdi tudo que amava na vida!

- Um amor perdido?

- Mais que isso!

- Foi abandonado por uma mulher que fugiu com outro?

- Pior que isso!

- Quer me contar?

- Minha família e o meu amor foram assassinados!

 

Um silencio recaiu dentro daquele automóvel e aquele homem misterioso pareceu pensar bem o que iria dizer e ainda demorou um pouco de tempo para voltar a falar algo.

 

- Sinto muito por sua perda e se eu puder fazer algo para ajudá-lo a diminuir a sua dor pode contar comigo.

- Como? Me dando um tiro?

- Não isso, mas posso te oferecer um emprego e depois meios para que os vingue.

- Como pode me oferecer isso se nem me conhece?

- Digamos que eu esteja te dando uma oportunidade e você outra para mim. Qual é o seu nome?

- Queninho!

- Queninho?

- É! Queninho Lemos Risatto!

- Você é novinho ainda. Quantos anos tem?

- Quase vinte e um anos.

- Muito prazer! Meu nome é Waldo Nascimento Rodrigues.

- O que tem em mente para eu fazer?

- Você é forte. Na verdade, tem um porte físico privilegiado. O que fazia da vida antes da tragédia?

- Eu trabalhava com meu pai e minha mãe. Eles tinham um pequeno mercado e eu trabalhava com eles, estudava e freqüentava academia e também fazia artes marciais.

- Quer me contar o que houve?

- Uma pessoa que queria adquirir o mercado de meus pais e tendo insistido muito mesmo com meus pais recusando, mandou alguns homens lá e mataram todos os que estavam no lugar e só consegui escapar porque me deram um tiro na cabeça o qual pegou de raspão e acharam que eu tinha morrido. Disse Queninho mostrando o outro lado da cabeça.

- Tem certeza de que foi esta pessoa que disse que queria comprar o local quem mandou matar seus pais?

- Absoluta!

- Como pode ter tanta certeza?

- Posso porque assim que eles mataram meus pais, minhas duas irmãs mais novas e minha namorada e terem me baleado ele apareceu e rindo cuspiu em meu pai e mandou que colocassem fogo em tudo lá dentro.

- Você o viu?

- Sim!

- E depois disso?

- Colocaram fogo em tudo e saíram rindo e somente com muito esforço sai de lá.

- Quando foi isso?

- A três dias atrás.

- E o que você fez nestes três dias?

- Sai de lá e antes de ter apagado vi o mercado ser devorado pelo fogo.

- E o que fez depois que voltou ao ar de novo?

- Com muito esforço me levantei e caminhei até onde ficava o mercado e tudo estava destruído e a casa que era coligada a ele também foi consumida pelo fogo e não restou nada do que antes fora a minha vida.

- Não procurou ir até a polícia?

- Fazer o que lá?

- Oras! Denunciar.

- Não!

- Não entendi! Não quis denunciar quem eliminou sua família e sua namorada?

- Não!

- Porque não?

- Porque quem ordenou que matassem meus país é pai do juiz da cidade e também do delegado e do comandante da polícia militar.

- Caramba! Entendi agora, mas o que pensa em fazer? Posso te ajudar a recuperar o que perdeu e você assumiria o terreno e poderá vende-lo.

- Para que? Não terei dinheiro para reconstruir as coisas. Quero morrer ou mata-los.

- Esqueça o morrer e vou lhe propor uma coisa. Você sabe atirar?

- Sei sim, porque?

- Vou lhe arrumar um emprego e vou lhe ajudar a se livrar de quem te fez mal, mas terá que obedecer cegamente às minhas ordens. Aceitaria isso?

- Vai me ajudar a me vingar?

- Pode contar com isso!

- Então aceito a proposta se bem que eu queria mesmo era morrer.

- Vou te fazer uma pergunta. Você quer morrer ou quer matar quem destruiu sua vida?